4 Informações básicas para gerenciar o alto custo com plano de saúde

15.4.19
Financeiro

Cuidar da saúde gera custos cada dia mais altos. Isso não é diferente no ambiente corporativo. Dos benefícios oferecidos pelas empresas, o custo com plano de saúde acabou se tornando o segundo maior gasto das instituições, ficando atrás somente da folha de pagamento.

Com reajustes que ultrapassam a inflação, os planos de assistência à saúde colocam em risco as próprias empresas, obrigando-as a procurar alternativas para comportar as despesas com esse benefício.

Mas é possível ter uma gestão que consiga reduzir os custos sem prejudicar o cuidado com a vida dos colaboradores. Pensando nisso trouxemos algumas informações básicas sobre esse assunto que vão ajudar no gerenciamento.

Acompanhe!

1) Visibilidade na utilização do plano

Esa questão é comum entre a maioria das empresas que apresentam alto custo com plano de saúde. A falta de visibilidade impede que as instituições tenham conhecimento sobre a qualidade do atendimento prestado aos colaboradores, em quais grupos os custos são elevados e onde estão as oportunidades de saving, já que o valor é apresentado todo em uma única conta.

A melhor maneira de evitar essa situação é solicitar a corretora o detalhamento da conta do plano de saúde e um estudo de classificação de vidas, em que pode-se ter conhecimento dos grupos que mais utilizam o serviço, portadores de doenças crônicas, contumazes e outros.

Com essas informações é possível traçar estratégias de gestão junto ao comitê médico para casos mais complexos, gerenciando o alto custo com plano de saúde e desenvolvendo ações de prevenção, como por exemplo campanhas para prevenir o câncer de colo de útero após identificar que uma grande parte das colaboradoras não realizaram os exames preventivos.

2) Alto custo com plano de saúde devido à má negociação com operadora

A falta de transparência e padrão para o reajuste realizado pelas operadoras de planos é um dos motivos que gera maior insatisfação em âmbito corporativo. Planos empresariais não têm a obrigatoriedade em seguir uma regulamentação correta, deixando as empresas à merce das operadoras.

Sem a transparência e o controle de sinistralidade, a operadora, baseada em seus próprios cálculos, oferece um valor de reajuste exorbitante, forçando seu cliente a entrar em negociação que terminará em um valor que agrade ambos, resultando em alto custo com plano de saúde.

No entanto, caso o cliente pudesse utilizar informações com base na utilização do plano, muito provavelmente descobriria que o reajuste ideal seria muito menor que o conciliado.

Para evitar reajustes abusivos, exija a conta detalhada do plano de saúde junto à corretora. É essencial ter conhecimento do valor real utilizado que servirá de base para o reajuste com embasamento de acordo com a sinistralidade.


3) Operacionalização do plano por meio da corretora

É frequente empresas com colaboradores que precisam se desviar de suas tarefas específicas para atender tarefas operacionais do benefício de saúde, como faturamento, reembolso, movimentação, atendimento ao beneficiário, entre outras.

Tal situação consome tempo e energia de colaboradores que poderiam estar realizando sua real função, além de influenciar no alto custo com o plano de saúde. É importante transferir para a corretora a operacionalização do plano para que ela seja responsável por tais tarefas tão específicas.

Considere mudar para uma corretora que apresente esse diferencial, economizando tempo e custos, além de fornecer atendimento específico para o colaborador que precisar de direcionamento quanto a utilização do plano.

4) Desenho de plano ideal para o perfil da empresa

O desenho incorreto do plano de saúde pode causar descontentamento direto ao colaborador. Situações como: rede incompatível com a sua população pode causar maior taxa de reembolso e, pular anualmente de plano em plano na intenção de conter gastos pode prejudicar beneficiários, como os que estão em tratamento.

Essas situações geram maior nível de estresse e aumento nas taxas de reclamação por parte dos colaboradores. Porém, podem ser contornadas: ao aliar informações sobre a utilização do plano à tecnologia, é possível identificar quais operadoras e planos são ideais para o perfil dos colaboradores da instituição e a real utilização.

Conclusão

Mas qualquer gestão de plano de saúde começa na transparência e no fornecimento informações detalhadas sobre a utilização do plano. Busque parceiros que, além de trazer esses dados, também te oriente em relação às ações decorrentes.

Nos próximos posts abordaremos mais profundamente algumas questões como: Gestão Médica, Operação de Benefício e cases de sucesso!

Mas se você quiser saber mais detalhes sobre cada uma dessas ações, como reduzir a sua sinistralidade e ainda cuidar melhor dos seus colaboradores, entre em contato que te ajudamos.

Carolina Pereira

CCS - GESTO

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