Veja 5 tópicos sobre reajuste no plano de saúde empresarial

Data:

7.2.19

Categoria:

Plano de saúde

Escrito por:

Luis Pilan

O reajuste no plano de saúde foi uma das principais reclamações recebidas pelo Instituto de Defesa do Consumidor nos últimos anos. Essa insatisfação, de acordo com o próprio instituto, é resultado da falta de transparência e padrão para os reajustes realizados pelas operadoras de planos.

Enquanto os contratos familiares e individuais têm correção anual fiscalizada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), os planos empresariais realizam o reajuste por meio de negociações entre a operadora e a empresa, sem regulação direta.

Pensando nisso, desenvolvemos o artigo a seguir para você entender um pouco mais do reajuste no plano de saúde da sua empresa. Saber um pouco mais sobre esses 5 tópicos vai lhe ajudar. Continue conosco para conferir!

1. Tipos de reajuste no plano de saúde de uma empresa

De acordo com a reformulação da Resolução Normativa nº 309 da ANS, o mercado desfruta de grande liberdade no que se aplica ao reajuste no plano de saúde empresarial. Além da correção realizada por atualização anual e por faixa etária, a operadora tem permissão para aplicar o reajuste por sinistralidade sempre que achar necessário.

Essa modalidade de correção tem como base as despesas do grupo segurado e é realizada somente em contratos coletivos, por meio de livre negociação entre seguradora e empresa contratante.

O reajuste no plano de saúde por sinistralidade funciona da seguinte forma: o grupo que utiliza o plano ultrapassa o estipulado pela apólice. A operadora então, assume o prejuízo inesperado, repassando para o cliente ao final do período de 12 meses o custo ultrapassado, junto com correção monetária (custo que a operadora teve ao arcar com a sinistralidade)  e o VCMH (Variação de Custo Médico-Hospitalar).

2. Sinistralidade

A sinistralidade é calculada da seguinte forma: sinistralidade = custo com determinado serviço / valor pago. Frequentemente, o resultado é apresentado em percentuais (%), dando uma proporção dos sinistros (custo com o serviço) dos beneficiários da operadora de saúde.

Regularmente observa-se planos determinando o percentual considerado aceitável,  ou seja, o número de sinistros esperado. A sinistralidade é atingida com a relação entre os custos atribuídos com os sinistros e o prêmio (valor pago).

Sempre que o segurado acionar o plano de saúde para qualquer tipo de atendimentos, será necessário abrir a ocorrência de um sinistro, representando um custo.


3. Variação de Custo Médico-Hospitalar

O índice VCMH declara a variação dos custos das operadoras de planos. Para esse cálculo, é realizado a captação de oscilações e comparação de 2 períodos consecutivos de 12 meses da frequência da utilização do plano, além de valores dos serviços médicos e de assistência (quantia que hospitais, médicos, laboratórios e clínicas repassam para a operadora).

4. Evolução na tecnologia médica

Considerado um contribuinte direto para a variação de custo anual, a evolução tecnológica no setor da saúde avança continuamente em busca de medicamentos, equipamentos e procedimentos inovadores.

No entanto, tais pesquisas têm alto custo. Em consequência desse avanço, a ANS divulga a cada 2 anos, a atualização de procedimentos, os quais os planos de saúde têm obrigatoriedade em cobrir. Geralmente, procedimentos novos tornam-se mais caros que os antigos, causando impacto direto no custo e na VCMH.

5. Desperdício devido à falta de fiscalização

De acordo com a ANS, estima-se que 4,9% do PIB corresponde a gastos privados com saúde. No entanto, é difícil realizar a conta exata, já que a gestão e auditoria dos materiais, medicamentos, e equipamentos utilizados em procedimentos não têm garantia de exatidão.

É improvável que em uma rede envolvendo operadores, prestadores de serviços, fabricantes, empresas e beneficiários, o desperdício seja diminuído até que não exista mais. Entretanto, controlar esses gastos deve ser uma grande responsabilidade das empresas, que acabam assumindo 70% de todo o gasto com saúde privada do país.

Você pôde acompanhar alguns tópicos necessários para entender um pouco mais sobre reajuste no plano de saúde de sua empresa.


Além de conhecer sobre esse assunto, é preciso investir em ações que possam auxiliar no controle desse reajuste.

Gostou destas dicas? Que tal descobrir como anda sua tendência de utilização e como controlar a sinistralidade do plano de saúde da sua empresa? Preencha o formulário abaixo e agende uma consultoria sem custo.


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Luis Pilan

Diretor Médico na Gesto Saúde - GESTO

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